Criação na Era da Interrupção

Eduardo Morais (2013)

Resumo

A criação artística contemporânea é praticada num contexto de completa imersão sob uma enorme corrente de informação. Partindo de uma metáfora da autoria de David Foster Wallace, o criador é visto como um agente de redução de entropia que opera sobre esta corrente, recorrendo insistentemente à alavancagem permitida por ferramentas digitais que poderão ser condicionantes da autonomia criativa. Daqui surge um apelo à constituição de um paradigma crítico inclusivo do contexto digital de criação.


Criação na Era da Interrupção

Neste meu contributo para o número de estreia da Persona, dedicado ao tema da Criação, optei por abordar o contexto de ubiquidade das Tecnologias de Informação e Media Digitais em cuja imersão é praticada a criação artística contemporânea. Embora a incorporação de meios tecnológicos e de novas ferramentas seja uma faceta importante da criação artística (e encerrarei este artigo com algumas palavras a respeito do abuso do software e do fetiche técnico), pretendo olhar para o criador do ponto de vista do seu posicionamento numa atmosfera de saturação mediática.

Pelo meu percurso académico rumo a uma visão transversal e globalizadora sobre os Media Digitais, arriscarei um discurso aparentemente tangente aos campos teatral e cinematográfico privilegiados pela Revista, contudo creio que lidarei com questões centrais a ambos os campos: em que contextos trabalham cada vez mais criadores destas áreas? Quando o computador portátil (ou até o tablet) é uma ferramenta fundamental –para a edição de um filme, para o planeamento de uma encenação, para a escrita de um texto, que impacto sobre estas criações têm as constantes interrupções – as notificações do e-mail, os chats, as tentações de espreitar o Facebook ou de revelar algo sobre o que estamos a fazer no Twitter? Em que medida são as criações esculpidas por várias intervenções, directas e indirectas, de software? Em que medida as plataformas em rede disseminam estéticas que são em grande medida o produto destas mesmas plataformas?

Torrente

Na sua magnífica investigação The Information – A History, A Theory, a Flood James Gleick traça, como o título indica, uma história geral da Informação cruzando os pontos de vista tecnológico, teórico*, e cultural [1]. São especialmente interessantes algumas das passagens em que o autor fundamenta a antiguidade do debate, vulgarmente presumido como um exclusivo da nossa época, acerca dos benefícios ou malefícios do acesso a uma enorme quantidade de informação. Gleick dá a conhecer aos seus leitores o testemunho de Robert Burton, um professor de Oxford e dono de uma das maiores bibliotecas da época, que em 1621 se dizia ‘maravilhado’ pela torrente diária de notícias e pela enorme quantidade de publicações à sua disposição [2]. Valerá a pena apreciar as enumerações de Burton:

New books every day, pamphlets, currantoes, stories, whole catalogues of volumes of all sorts, new paradoxes, opinions, schisms, heresies, controversies in philosophy, religion, &c. Now come tidings of weddings, maskings, mummeries, entertainments, jubilees, embassies, tilts and tournaments, trophies, triumphs, revels, sports, plays: then again, as in a new shifted scene, treasons, cheating tricks, robberies, enormous villanies in all kinds, funerals, burials, deaths of Princes, new discoveries, expeditions; now comical then tragical matters. To-day we hear of new Lords and officers created, to-morrow of some great men deposed, and then again of fresh honours conferred; one is let loose, another imprisoned; one purchaseth, another breaketh: he thrives, his neighbour turns bankrupt; now plenty, then again dearth and famine; one runs, another rides, wrangles, laughs, weeps &c. Thus I daily hear, and such like.

Gleick [1] também descreve como, em contrapartida, Gottfried Leibniz abandona essa postura de assombro poucas décadas depois, insurgindo-se contra o excesso de informação e argumentando que o número crescente de publicações seria o primeiro passo para o retorno a tempos caóticos e de barbárie.“A deluge of Authors covered the land”, referia o satirista Alexander Pope – apontando já no século XVII para o uso de vocabulário fluvial enquanto metáfora no discurso sobre a informação.

Verificamos que o temor das consequências nocivas do excesso de informação, longe de ser uma novidade da era da Internet, é meramente reavivado a cada mudança do paradigma tecnológico. Nicholas Carr, um dos mais vocais partidários contemporâneos do alarmismo de Leibniz, insiste que a Internet e o hipertexto são nocivos para o bom funcionamento cerebral [3]:

[…] our online habits continue to reverberate in the workings of our brain cells even when we’re not at a computer. We’re exercising the neural circuits devoted to skimming and multitasking while ignoring those used for reading and thinking deeply.

Carr exerce a sua insistência nesta ideia nos artigos de opinião que escreve para diversos jornais e revistas online e offline, nos seus livros, no seu blogue e demais publicações, facto que constituirá um paradoxo a reter. Será contudo inegável que existe toda uma intuição generalizada que consubstancia as conclusões deste autor: não teremos qualquer dificuldade em julgar plausível e a entendermos a que se refere o esboço feito por Neal Stephenson no seu romance de ficção científica Anathem [5], quando nos propõe um planeta em que a generalidade da população sobrevive numa estupidez medíocre e na permanente dependência de pequenos aparelhos de comunicação de bolso. Já uma hipotética descrição de uma população esclarecida e inteligente graças ao uso continuado desse tipo de aparelhos parecer-nos-ia dotada de um positivismo ingénuo e pouco verossímil.

Todavia, devemos ter em conta que tanto a intuição geral acerca da exposição excessiva à informação e às tecnologias, como a leitura negativa feita por Nicholas Carr, são contraditas por estudos levados a cabo no campo das neurociências (nomeadamente pelo recurso a técnicas de imagiologia como a ressonância magnética). Segundo alguns investigadores [4], a imersão aprofundada nas tecnologias de informação poderá levar a um desenvolvimento de zonas cerebrais que se julgam associadas à capacidade de aprendizagem e à sociabilidade. Sem conhecimentos que me permitam tomar um partido neste debate, julgo contudo que temos o dever de considerar que a história da Ciência é rica em exemplos de descrédito da intuição generalizada.

‘Total Noise’

Para uma análise do contexto contemporâneo de criação será pertinente ouvirmos outra voz sobre o desconforto com o excesso de informação que James Gleick sugere aos seus leitores [1] – a do escritor e ensaísta David Foster Wallace, que identificou este desconforto como um sentimento de impotência e apatia. Numa passagem formalmente evocativa do trecho de Robert Burton supracitado, Wallace dá um nome a este mal-estar [6]:

[…] everything from memory and surfing and Esperanto to childhood and mortality and Wikipedia, on depression and translation and emptiness and James Brown, Mozart, prison, poker, trees, anorgasmia, color, homelessness, stalking, fellatio, ferns, fathers, grandmothers, falconry, grief, film comedy – a rate of consumption which tends to level everything out into an undifferentiated mass of high-quality description and trenchant reflection that becomes both numbing and euphoric, a kind of Total Noise that’s also the sound of our U.S. culture right now, a culture and volume of info and spin and rhetoric and context that I know I’m not alone in finding too much to even absorb, much less to try to make sense of or organize into any kind of triage of saliency or value.

Este Ruído Total é personificado por Wallace no seu romance póstumo The Pale King através de Claude Sylvanshine, um funcionário da administração fiscal atormentado por incessantes lampejos mentais de factos inúteis, e incapaz de desligar ou controlar esse Mural psíquico [7]:

They come out of nowhere, are inconvenient and discomfiting like all psychic irruptions. It’s just that they’re ephemeral, useless, undramatic, distracting. What Cointreau tasted like to someone with a mild head cold on the esplanade of Vienna’s state opera house on 2 October 1874. How many people faced southeast to witness Guy Fawkes’s hanging in 1606. The number of frames in Breathless. That someone named Fangi or Fangio won the 1959 Grand Prix. The percentage of Egyptian deities that have animal faces instead of human faces. The length and average circumference of Defense Secretary Caspar Weinberger’s small intestine. The exact (not estimated) height of Mount Erebus, though not what or where Mount Erebus is.

Estivéssemos perante um conto moral e poder-se-ia estabelecer um paralelismo entre a deformação da psique deste personagem e as consequências que Nicholas Carr afirma resultarem do consumo abusivo de informação hipertextual. Sylvanshine é exposto constantemente a tanta informação que ela se torna indistinta de ruído.

Deveremos contudo ter em conta que se a Informação se define como entropia negativa [1] ­– correspondendo à existência de ordem – então será necessário distinguir entre Informação e meros dados, o que além de nos levar a apreciar o relativismo de ambos os conceitos também nos demonstra que uma torrente de informação desorganizada (aquilo que ainda agora apelidei de dados) não se limita a ser indistinta de ruído: ela é, como Wallace nos demonstra, ruído [6]. Teremos nós a energia necessária para domar esta torrente de Ruído, ou seja, para a Criação positiva de Informação?

Entropia e Decisão

Embora David Foster Wallace já se tivesse aproximado dos temas de que trata este artigo em textos anteriores§, a noção de Ruído Total surge-lhe explícita no prefácio anteriormente citado [6] em que reflecte sobre o seu papel como editor de uma colectânea de ensaios. Wallace compara a sua posição de ‘Decisor’ com a de um Demónio de Maxwell – um processador de informação, redutor de entropia, que consome as suas energias a seleccionar, a apagar, a ignorar.

Será evidente que os paralelismos entre Edição / Decisão e Criação / negação da entropia não são exclusivos a um determinado campo de criação artística. No campo familiar do Audiovisual, a quase indistinção entre aquilo que se denomina de ‘Edição’ e a montagem de um produto final agudiza a consciência de que esta será inseparável da Criação. Tal evidência é, aliás, quase tão antiga como o próprio Cinema. Vsevolod Pudovkin constatou-o da seguinte forma [8]:

Once more I repeat, that editing is the creative force of filmic reality, and that nature provides only the raw material from which it works. That, precisely, is the relationship between editing and film.

Se no processo de montagem as opções editoriais – opções criativas – são manifestadas mecânica ou electronicamente sobre um meio de suporte, será contudo um equívoco reduzir a Edição, entendida enquanto Decisão, a esta fase específica do processo de produção de uma obra audiovisual. Arriscando a afirmação do óbvio, a Edição/Decisão é ela mesma o diálogo entre Criador(es) e Obra, está presente desde o início, desde a primeira consciência de uma possibilidade. Reiterando: um Criador é como um Demónio de Maxwell – pelas suas decisões molda a obra em iterações sucessivas, partindo do ruído da indeterminação quântica. Não é portanto o vazio que torna perturbadora uma página em branco. Pelo contrário, uma página em branco contém todo o Universo, um pouco menos que um googol de possibilidades. O esforço para construir informação a partir do caldo de entropia primordial é árduo. Cada decisão aniquila universos inteiros de hipotéticas criações.

Enquanto tento redigir este texto no computador vejo-me na cadeira do Demónio de Maxwell. Sou forçado a proteger a criação embrionária das sucessivas vagas de ruído, como se construísse um castelo de areia perigosamente perto do mar. Em casa as distracções abundam ao passo que o silêncio do estúdio é apenas aparente: o ar condicionado de um escritório vizinho, os trabalhos de construção civil do prédio ao lado, as ocasionais sirenes dada a proximidade de um hospital são como pedradas que agitam essa matriz. Impaciento-me. É num café, por fim, que encontro uma série de circunstâncias fora do meu controlo e a música pop, as conversas, os risos, fundem-se num background relativamente constante, uma espécie de ruído branco** e uniforme sobre o qual o pensamento é possível.

Este contexto quotidiano e urbano acima descrito será certamente semelhante ao experimentado por um enorme número de criadores ao longo da História. Hoje temos contudo um segundo nível de ruído que nos persegue e merece guarda: há todo um conjunto de hábitos de utilização das tecnologias que se sente ser necessário contrariar de modo a possibilitar o envolvimento no trabalho criativo: Desliga-se o som e as notificações do telemóvel. Encerram-se as janelas com o e-mail, com o Facebook. Em certos casos, desliga-se fisicamente o cabo que liga o computador à Internet. Utilizam-se ferramentas informáticas especialmente desenhadas para facilitar a concentração do utilizador como por exemplo os editores de texto com um ‘distraction-free mode’ (ocupando o ecrã inteiro e escondendo os menus) – que utilizei para os primeiros rascunhos deste artigo – ou vai-se buscar uma antiga máquina de escrever.

A tudo isto acresce que o texto em construção é guardado na pesada infra-estrutura paradoxalmente denominada de ‘cloud’, codificado em bits num disco rígido algures numa instalação pertencente à Google ou à Dropbox, sempre disponível para edição em qualquer computador, tablet ou telemóvel. Este artigo foi escrito, lido, revisto em múltiplos contextos – a sua criação foi fragmentada no espaço, no tempo, na mediação. Torna-se vital assegurar a coerência de conteúdo e de estilo. Cada interrupção proporciona divergências, perpendiculares, às frases já escritas, perdendo-se de vista a conclusão a alcançar.

Criação

Concordando com o diagnóstico de David Foster Wallace acerca do Ruído Total, julgam-se todavia exageradas as preocupações de autores como Nicholas Carr. Veja-se como a eficiência do Google, o fenómeno da Wikipédia, e o surgimento de podcasts educativos levaram a que o filósofo Hubert L. Dreyfus reconsiderasse o seu pessimismo durante a década que mediou entre a primeira e a segunda edições de On the Internet, convencido por aquelas demonstrações da viabilidade da organização do conhecimento em rede ­– provando como a tecnologia nos pode também auxiliar na tarefa de domar o Ruído Total [9]:

Pessimism is no longer the order of the day. The future of search on the web is bright both for computer users using Google’s capacity to mine meaning out of intrinsically meaningless hyper-links, and also for judgment calls of human encyclopedists and librarians organizing information in a vertical way that makes sense to human beings on the background of their shared embodied human form of life.

É inegável que as tecnologias digitais trazem um valor acrescentado (mesmo quando este consiste na organização do ruído que estas mesmas tecnologias criaram) que justifica a preferência pela entrega das tarefas indesejadas às máquinas. Poderão estas – pela nossa fadiga e apatia, pela nossa incapacidade perante o Ruído Total – vir assumir a posição de Decisor e consequentemente a de Criador? Eis a forma como Douglas Coupland aborda a questão em Microserfs [10]:

So machines can only be products of our being, and as such, windows into our souls … by monitoring the machines we build, and the sorts of things we put into them, we have this amazingly direct litmus as to how we are evolving.

As tecnologias de informação digital – as máquinas Decisoras auxiliares – tornaram-se tácitas na maioria dos processos criativos contemporâneos, mas são elas próprias criações elaboradas pelos seus próprios autores nos seus próprios contextos de criação. Existe aqui uma recursividade que lançará questões acerca da real autoria de uma obra em que o contributo dos criadores das ferramentas utilizadas (e dos criadores das ferramentas utilizadas para criar estas últimas) surge como determinante. Esta será certamente apenas uma entre as várias espécies de dívida criativa que pode ser determinada em qualquer obra artística††, mas importa reconhecer o quão condicionante é a direccionalidade imposta pelo uso acrítico – e por vezes fetichista – de uma ‘ferramenta criativa’. John Maeda fez na viragem do século o seguinte diagnóstico [11]:

[…] in the field of digital art, an entire generation of creators shop at the equivalent of home improvement megastores, eagerly acquiring all kinds of prefabricated components and add-ons. Blissfully unaware of - or even worse, uninterested in - the basic nature of the technologies they are using as tools, the creative élite oversee the assembly of substandard digital objects and experiences.

A ubiquidade do digital sobre os processos criativos contemporâneos leva a que o ‘campo da arte digital’ não possa ser mais considerado uma especialidade circunscrita. Se Maeda alertava sobretudo para o uso indiscriminado de ferramentas de processamento de imagem em que meros cliques substituíam a necessidade de conhecer os materiais e os processos subjacentes, treze anos volvidos esta contraditória automação da criatividade é a norma: com um clique conserta-se o timbre de voz de uma canção com o Autotune, com outro resolve-se, através de software de pós-produção, um trabalho de câmara deficiente. E que dizer de plataformas como o Instagram que permitem aos seus utilizadores um simulacro amigável e pré-fabricado de dano analógico (o grão da película, a luz parasita, a revelação imprópria) sobre a fria e quantificada imagem digital? A negação do uso de ferramentas digitais, além de exigir uma deliberação consciente nesse sentido, terá que contar com a dificuldade em se impor um distanciamento em relação ao simulacro digitalmente produzido.

É neste contexto que o Ruído Total ganha ressonância e se traduz num meio criativo em que tarda um novo paradigma crítico, tecnologicamente ciente, para as Artes.

Abril de 2013

Notas

* Apesar dos séculos de avanços técnicos, só após a Segunda Grande Guerra é que Claude Shannon veio formalizar científicamente uma Teoria da Informação.

† A citação completa de Alexander Pope que James Gleick oferece é: “those days, when (after Providence had permitted the invention of Printing as a scourge for the sins of the learned) Paper also became so cheap, and printers so numerous, that a deluge of Authors covered the land.” [12]

‡ Veja-se como a palavra stream (‘ribeiro’) é o termo técnico utilizado em vários domínios para designar a informação recebida em tempo real (sendo também curioso, mas cuja análise ficará fora do âmbito deste artigo, o modo como o Facebook denomina de Mural – algo que remete para o estático e o sólido – os seus activity streams).

§ A título de exemplo, o macguffin do romance de 1996 A Piada Infinita é uma gravação vídeo com um poder de entretenimento tão viciante que provoca aos seus espectadores o esquecimento das suas necessidades básicas, conduzindo-os à morte [13].

O físico James Clerk Maxwell propôs, em meados do século XIX, a experiência mental que ficou conhecida por ‘Demónio de Maxwell’ como demonstração de que a Segunda Lei da Termodinâmica resulta de uma probabilidade estatística. Nesta experiência, um hipotético ‘Demónio’ separaria as moléculas quentes das moléculas frias de um determinado gás, contrapondo-se à esmagadora probabilidade de o movimento aleatório das moléculas levar o gás a atingir um estado de desordem (com moléculas frias e quentes misturadas), infinitamente mais provável que um espontâneo estado ordenado.

¶ Um googol equivale a 10100, um número várias ordens de magnitude superior ao número de átomos que se crê existir no universo (a rondar os 1080). Esta palavra foi a inspiração óbvia para o nome do motor de pesquisa Google, que quando surgiu se distinguia pela página praticamente em branco que apresentava aos seus utilizadores.

** ‘Ruído branco’ é o nome dado ao ruído estruturado resultante da combinação de todas as frequências auditivas, tendo como efeito o emascaramento de todos os outros sons.

†† Este tipo de ponderação poder-nos-á encaminhar certamente para o longo debate sobre a ‘morte do autor’, mas optarei por a deixar para textos futuros.

Referências

[1] Gleick, James (2011). The Information – A History, A Theory, A Flood,. New York: Pantheon Books.

[2] Burton, Robert (eds. F. Dell, P. Jordan-Smith) 1927. The Anatomy of Melancholy, New York: Tudor. Cit. por Gleick, James (2011) [1].

[3] Carr, Nicholas (2010). «The Web Shatters Focus, Rewires Brains» in Wired Magazine, June 2010. Disponível online: http://www.wired.com/magazine/2010/05/ff_nicholas_carr/all/1 [verificado a 3/05/2012].

[4] Whitbourne, Susan K. (2012). «Can Facebook Boost Your Social Brain?» in Psychology Today, January 31st 2012. Disponível online: http://www.psychologytoday.com/blog/fulfillment-any-age/201201/can-facebook-boost-your-social-brain [verificado a 8/05/2012].

[5] Stephenson, Neal (2008). Anathem. New York: William Morrow.

[6] Wallace, David Foster (2007). Prefácio, The Best American Essays 2007. Boston: Houghton Mifflin. Disponível online: http://neugierig.org/content/dfw/bestamerican.pdf [verificado a 4/05/2012].

[7] Wallace, David Foster (2011). The Pale King. New York: Little, Brown.

[8] Pudovkin, Vsevolod I. (1929). Film Technique. Newnes. Cit. por Reisz, Karel e Millar, Gavin (2010). The Technique of Film Editing, Second Edition. Oxford: Focal Press.

[9] Dreyfus, Hubert L. (2009). On the Internet (2nd Edition). London: Routledge.

[10] Coupland, Douglas (1995). Microserfs. New York: HarperCollins.

[11] Maeda, John (2000). [email protected]. London: Thames & Hudson.

[12] Pope, Alexander (1729). The Dunciad. Cit. por Gleick, James (2011) [1].

[13] Wallace, David Foster (1996). A Piada Infinita. Lisboa: Quetzal.